A interprofissionalidade na formação e na prática do bacharel em saúde coletiva

Author Oliveira, Nathalia Hanany Silva de
Advisor

Castro, Janete Lima de

Publisher

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Date

2025-04-28

Keywords

Educação interprofissional

Educação em saúde

Saúde coletiva

Trabalho interprofissional

Citation
Abstract

Introdução: a graduação em Saúde Coletiva reconhece que este campo carece de profissionais com formação ampliada, que tratem a saúde em sua visão global e integradora e que sejam capazes de dialogar com os demais profissionais da área da saúde. Nessa perspectiva, esperase que o bacharel em Saúde Coletiva (BSC) articule e crie oportunidades com a equipe de profissionais da saúde, tendo em vista a interprofissionalidade. Objetivo: analisar a interprofissionalidade na formação e prática do BSC com vistas a sua sustentabilidade. Método: pesquisa descritiva-exploratória com abordagem qualitativa e quantitativa. A coleta de dados foi desenvolvida em três etapas, a saber: revisão de escopo, a qual teve início com a construção, registro e publicação do Protocolo por meio do artigo “Sustainability of Interprofessional Education: Protocol for a Scoping Review” e posterior realização da Revisão de Escopo desenvolvida segundo os critérios do JBI Institute Reviewer’s Manual e guiada pelo PRISMA-ScR. Nesta etapa, foram mapeadas as estratégias para a sustentabilidade da Educação Interprofissional (EIP). Na segunda etapa, utilizou-se, como instrumento para coleta de dados, um formulário autoaplicável que foi estruturado com perguntas fechadas e aplicado no Google Forms. Foram levantadas informações sobre o perfil do profissional, as atividades desenvolvidas nos serviços de saúde e questões sobre sua formação e trabalho quanto à interprofissionalidade de 107 BSC. Na terceira etapa, a técnica de coleta utilizada foi a entrevista. Realizadas virtualmente, com 29 BSC, via Google Meet, as entrevistas procuraram captar a percepção dos sujeitos em relação à presença da interprofissionalidade no seu processo formativo, na graduação, e na sua prática profissional. A análise dos dados dos formulários foi realizada pelo Jamovi, mediante a utilização da estatística descritiva; na análise dos dados das entrevistas, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin, valendo-se do auxílio do software ATLAS.ti. Resultados: o protocolo (Artigo 1) guiou a revisão de escopo (Artigo 2), na qual foram selecionadas 57 produções, desenvolvidas majoritariamente nos anos de 2021 e 2022, com predominância nos Estados Unidos da América. A definição de EIP da Organização Mundial de Saúde foi a mais utilizada. Mapearam-se estratégias de sustentabilidade nos níveis micro, meso e macro. O Artigo 3 demonstrou que os BSC desenvolvem principalmente atividades nas áreas de Planejamento e Gestão em Saúde, Política em Saúde, Gestão do Trabalho, além de outras. Evidenciou-se que os BSC se colocam em posição de poder fomentar interprofissionalidade nos seus processos de trabalho em saúde. O Artigo 4 mostrou que a graduação em Saúde Coletiva apresenta aproximações com os princípios da interprofissionalidade e proporciona experiências no ensino, pesquisa e extensão. O Artigo 5 apontou os fatores que facilitam ou dificultam a realização do trabalho interprofissional. Foram encontrados mais elementos dificultadores do que facilitadores para o desenvolvimento do trabalho interprofissional. Considerações finais: diante dos achados da pesquisa, defende-se que o bacharel em Saúde Coletiva pode ser um agente de fomento do trabalho interprofissional nos serviços de saúde. Mas, para tanto, será necessário, além de outras medidas, um processo formativo e de Educação Permanente em Saúde voltados à EIP.

Abstract

Introduction: The undergraduate degree in Collective Health recognizes that the field of Collective Health lacks professionals with a broad education, who treat health in its global and integrative vision and who are able to dialogue with other health professionals. From this perspective, the Bachelor in Collective Health (BCH) is expected to articulate and create opportunities with the team of health professionals with a view to interprofessionality. Objective: To analyze interprofessionality in the education and practice of the BCH with a view to its sustainability. Method: descriptive-exploratory research, with a qualitativequantitative approach. Data collection was carried out in three stages, namely: a scoping review, which began with the construction, registration and publication of the Protocol through the article “Sustainability of Interprofessional Education: Protocol for a Scoping Review” and the subsequent Scoping Review developed according to the criteria of the JBI Institute Reviewer's Manual and guided by PRISMA-ScR. In this stage, the strategies for the sustainability of Interprofessional Education (IPE) were mapped. In the second stage, a self-administered form was used as a data collection tool, structured with closed questions and applied using Google Forms. Information was collected on the professional's profile, the activities carried out in health services and questions about their training and work in terms of interprofessionality from 107 BCH. In the third stage, the collection technique used was interviews. Conducted virtually with 29 BCH, via Google Meet, the interviews sought to capture the subjects' perception of the presence of interprofessionality in their training process, during graduation, and in their professional practice. Data from the forms was analyzed using Jamovi, using descriptive statistics; data from the interviews was analyzed using Bardin's content analysis technique, using the ATLAS.ti software. Results: The protocol (Article 1) guided the scoping review (Article 2), in which 57 productions were selected, mostly developed in the years 2021 and 2022, with a predominance in the United States of America. The World Health Organization's definition of IPE was the most widely used. Sustainability strategies were mapped at the micro, meso and macro levels. Article 3 showed that BCHs are mainly active in the areas of Health Planning and Management, Health Policy, Work Management and others. It showed that BCHs are in a position to foster interprofessionality in their health work processes. Article 4 showed that undergraduate courses in Collective Health are close to the principles of Interprofessionality and provide experiences in teaching, research and extension. Article 5 pointed out the factors that facilitate or hinder interprofessional work. More hindering elements were found than facilitating ones for the development of interprofessional work. Final considerations: In view of the research findings, it is argued that bachelors in Collective Health can be an agent for promoting interprofessional work in health services. However, for this to happen, it will be necessary, in addition to other measures, to have a training process and Permanent Health Education aimed at interprofessional education.

URIhttps://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/65656
CollectionsPPGSCOL/CCS - Doutorado em Saúde Coletiva

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