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Título: Atividade antimalárica de plantas medicinais da biorregião do Araripe-CE em modelo murino - Plasmodium berghei
Autor(es): Mota, Magaly Lima
Palavras-chave: Plantas medicinais;Malária;Tratamento;Óleos essenciais;Plasmodium berghei;Plantas;Plasmodium berghei
Data do documento: 14-Mai-2009
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: MOTA, Magaly Lima. Atividade antimalárica de plantas medicinais da biorregião do Araripe-CE em modelo murino - Plasmodium berghei. 2009. 147 f. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade; Biologia Estrutural e Funcional.) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.
Resumo: Malaria, also popularly known as maleita , intermittent fever, paludism, impaludism, third fever or fourth fever, is an acute infectious febrile disease, which, in human beings, is caused by four species: Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae and P. ovale. Malaria, one of the main infectious diseases in the world, is the most important parasitoses, with 250 million annual cases and more than 1 million deaths per year, mainly in children younger than live years of age. The prophylactic and therapeutic arsenal against malaria is quite restricted, since all the antimalarials currently in use have some limitation. Many plant species belonging to several families have been tested in vivo, using the murine experimental model Plasmodium berghei or in vitro against P. falciparum, and this search has been directed toward plants with antithermal, antimalarial or antiinflammatory properties used in popular Brazilian bolk medicine. Studies assessing the biological activity of medicinal plant essential oils have revealed activities of interest, such as insecticidal, spasmolytic and antiplasmodic action. It has also been scientifically established that around 60% of essential oils have antifungal properties and that 35% exhibit antibacterial properties. In our investigation, essential oils were obtained from the species Vanillosmopsis arborea, Lippia sidoides and Croton zethneri which are found in the bioregion of Araripe-Ceará. The chemical composition of these essential oils was partially characterized and the presence of monoterpenes and sesquiterpenes. The acute toxicity of these oils was assessed in healthy mice at different doses applied on a single day and on four consecutive days, and in vitro cytotoxicity in HeLa and Raw cell lines was determined at different concentrations. The in vivo tests obtained lethal dose values of 7,1 mg/Kg (doses administered on a single day) and 1,8 mg/Kg (doses administered over four days) for 50% of the animals. In the in vitro tests, the inhibitory concentration for 50% of cell growth in Hela cell lines was 588 μg/mL (essential oil from C. zethneri after 48 h), from 340-555 μg/mL (essential oil from L. sidoides, after 24 and 48 h). The essential oil from V. arborea showed no cytotoxicity and none of the essential oils were cytotoxic in Raw cell lines. These data suggest a moderate toxicity in the essential XVIII oils under study, a finding that does not impede their testing in in vivo antimalarial assays. Was shown the antimalarial activity of the essential oils in mice infected with P. berghei was assessed. The three species showed antimalarial activity from 36%-57% for the essential oil from the stem of V. arborea; from 32%-82% for the essential oil from the leaves of L. sidoides and from 40%-70% of reduction for the essential oil from the leaves of C. zethneri. This is the first study showing evidence of antimalarial activity with these species from northeast Brazil. Further studies to isolate the active ingredients of these oils are needed to determine if a single active ingredient accounts for the antimalarial activity or if a complex integration of all the compounds present occurs, a situation reflected in their biological activity
metadata.dc.description.resumo: A malária, também conhecida popularmente como maleita, febre intermitente, paludismo, impaludismo, febre terçã ou febre quartã, é uma doença infecciosa febril aguda e, em seres humanos, é causada por quatro espécies de plasmódios: Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae e P. ovale. A malária permanece como uma das principais doenças infecciosas no mundo, sendo a mais importante parasitose, com 250 milhões de casos anuais e mais de 1 milhão de mortes por ano, principalmente em crianças menores de cinco anos. O arsenal profilático e terapêutico contra a malária está bastante restrito, pois todos os antimaláricos em uso atualmente apresentam alguma limitação. Muitas espécies vegetais pertencentes a várias famílias foram testadas in vivo usando o modelo experimental murino Plasmodium berghei ou in vitro contra o P. falciparum, e essa busca tem sido orientada para plantas usadas no folclore popular brasileiro como antitérmicas e/ou antimaláricas ou com atividade antiinflamatória. Estudos sobre a avaliação da atividade biológica dos óleos essenciais de plantas medicinais têm revelado atividades de interesse, como ação inseticida, espasmolítica e antiplasmódica. Tem sido ainda, estabelecido cientificamente que cerca de 60% dos óleos essenciais possuem propriedades antifúngicas e 35% exibem propriedades antibacterianas. Na presente investigação, os óleos essenciais foram obtidos de Vanillosmopsis arborea (Asteraceae), Lippia sidoides (Verbenaceae) e Croton zethneri (Euphorbiaceae), encontradas na biorregião do Araripe-Ceará. A composição química dos óleos essenciais foi parcialmente caracterizada e revelou a presença de monoterpenos e sesquiterpenos. Avaliou-se a toxicidade aguda destes óleos em camundongos sadios, em diferentes doses aplicadas em um único dia e, em quatro dias consecutivos, como também, verificou-se a citotoxicidade in vitro em duas linhagens de células: HeLa e Raw, em diferentes concentrações. Através dos ensaios in vivo foi possível obter valores de dose letal de 7,1 mg/Kg (doses administradas em único dia) e de 1,8 mg/Kg (doses administradas por quatro dias). Nos ensaios in vitro, a concentração inibitória para 50% do crescimento celular em linhagens de células HeLa foi de 588 μg/mL (óleo essencial de C. zethneri após 48 h), de 340 555 μg/mL (óleo essencial de L. sidoides, após 24 e 48 h). O óleo essencial de V. XVI arborea não apresentou citotoxicidade. Todos os óleos essenciais não foram citotóxicos em linhagens de células Raw. Estes dados obtidos sugerem uma moderada toxicidade dos óleos essenciais em estudo, que não os impossibilitam a testá-los em ensaios antimaláricos in vivo. Avaliou-se a atividade antimalárica dos óleos essenciais em camundongos infectados com P. berghei. Os ensaios foram realizados em diferentes experimentos. As três espécies apresentaram atividade antimalárica de 36 - 57% para o óleo essencial do caule de V. arborea; de 32 - 82% para o óleo essencial das folhas de L. sidoides e de 40 - 70% de redução para o óleo essencial das folhas de C. zethneri. Este é o primeiro estudo de evidência de atividade antimalárica com essas espécies no nordeste brasileiro. Estudos posteriores para isolamento dos princípios ativos destes óleos são necessários para constatar se um único princípio ativo é o responsável pela atividade antimalárica ou se ocorre interação complexa de todos os compostos presentes, refletindo em sua atividade biológica
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13048
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