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Título: Estudo de polimorfismos em genes relacionados ao metabolismo do ácido fólico e sua associação com o desenvolvimento de fendas orais não-sindrômicas
Autor(es): Bezerra, João Felipe
Palavras-chave: Fenda Labial. Fissura Labial. Lábio Leporino. Ácido Fólico. Polimorfismos;Cleft lip and Palate. Folic acid. Polymorphism
Data do documento: 23-Fev-2010
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: BEZERRA, João Felipe. Estudo de polimorfismos em genes relacionados ao metabolismo do ácido fólico e sua associação com o desenvolvimento de fendas orais não-sindrômicas. 2010. 108 f. Dissertação (Mestrado em Bioanálises e Medicamentos) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.
Resumo: The congenital facial clefts are characterized by incomplete formation of the structures that separate the oral and nasal cavity. It is known that several environmental and genetic factors are involved in its development, among these, polymorphisms associated with folic acid metabolism have been investigated. In this sense, the objective was to observe the frequency of polymorphisms C677T and A1298C methylenetetrahydrofolate reductase gene (MTHFR), methionine synthase A2756G of (MTR), A66G of methionine synthase reductase (MTRR) A80G and the reduced folate carrier (RFC1) in patients with non-syndromic oral clefts, trying to match them with their development. Methods: We studied 140 patients with non-syndromic oral clefts and their mothers and 175 control subjects with their mothers, who underwent a questionnaire to obtain family information. Were collecting blood for DNA extraction from patients and their mothers to identify the genotypes of both by PCRRFLP, in addition to carrying out the determination of glucose, AST, ALT and serum creatinine, folic acid and vitamin B12 Serum and plasma homocysteine, and the hemogram. Results: Most patients have cleft lip and palate (55.8%), followed by isolated cleft palate (24.2%) and cleft lip (20%). Regarding gender, 62% of patients were male and 48% female and, after subdivision of the type of screwdriver according to sex was found a prevalence of males in the cracks of the type lip and palate (69 %) and lip (69.2%) and in the case of cleft palate was a female predominance (59%). The average concentration of serum folate in the group of mothers of cleft patients was significantly lower (13.8 ± 2.4 ng / mL) compared with the group of mothers of control subjects (18.8 ± 3.4 ng / mL) This was also observed for the group of cleft children as compared to controls, the dosage of folic acid had a significant difference with values of 15.6 ± 0.6 (ng / mL) and 17.9 ± 0.6 (ng / mL), respectively. For the biochemical measurements of glucose, AST, ALT and creatinine were not statistically different, nor was observed for haematological parameters performed. In assessing the frequency of polymorphisms C677T and A1298C MTHFR, A2756G MTR, MTRR A66G and A80G of the RFC1 there was no statistically significant difference in genotype distribution between cases and controls both for mothers and in the cleft. Conclusion: Although not observed association of polymorphisms with the development of cracks, the decrease in serum folate in the group of cleft patients and their mothers may reflect a disturbance in the metabolism of this metabolite, necessitating further studies such as studies methylation and expression to further elucidate the involvement of folate in the development of oral clefts
metadata.dc.description.resumo: As fendas orais são malformações caracterizadas pela formação incompleta das estruturas que separam a cavidade nasal e oral. Sabe-se que vários fatores ambientais e genéticos estão envolvidos no seu desenvolvimento, dentre esses, polimorfismos associados ao metabolismo do ácido fólico têm sido alvo de estudos. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi observar a freqüência dos polimorfismos C677T e o A1298C do gene da Metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR), A2756G da Metionina Sintase (MTR), A66G da Metionina Sintase Redutase (MTRR) e A80G do Transportador de folato reduzido (RFC1) em pacientes portadores de fendas orais não-sindrômicas, buscando associá-los ao desenvolvimento das mesmas. Casuística e Métodos: Foram avaliados 140 portadores de fendas orais não-sindrômicas e suas mães e 175 indivíduos controles com suas mães, que foram submetidos a um questionário familiar para obtenção de informações. Foi realizada a coleta de sangue para extração do DNA dos pacientes e de suas mães para identificação dos genótipos de ambos através de PCR-RFLP, além da realização das dosagens de glicose, AST, ALT e creatinina séricos, dosagens de ácido fólico e vitamina B12 séricos e homocisteína plasmática, além da realização de hemograma. Resultados: A maioria dos pacientes são portadores de fenda lábio-palatina (55,8%), seguida da fenda palatina isolada (24,2%) e da fenda labial (20%). Em relação ao sexo, 62% dos pacientes e são do sexo masculino e 48% do sexo feminino e, após subdivisão do tipo de fenda de acordo com o sexo constatou-se uma prevalência do sexo masculino nas fendas do tipo lábio-palatina (69%) e labial (69,2%) e no caso das fendas palatinas isoladas houve uma predominância do sexo feminino (59%). A concentração média de ácido fólico sérico no grupo das mães de pacientes fissurados foi significativamente inferior (13,8±2,4ng/mL) quando comparada com o grupo das mães dos indivíduos controles (18,8±3,4ng/mL), o que também foi observado para o grupo dos pacientes fissurados quando comparado aos filhos controles, a dosagem de ácido fólico apresentou diferença significante com valores de 15,6±0,6(ng/mL) e 17,9±0,6(ng/mL), respectivamente. Para as dosagens bioquímicas de glicose, AST, ALT e creatinina não foram observadas diferenças estatísticas, assim como não foi observado para os parâmetros hematológicos realizados. Na avaliação da freqüência dos polimorfismos C677T e A1298C da MTHFR, A2756G da MTR, A66G da MTRR e A80G do RFC1 não foi observada diferença estatisticamente significante na distribuição dos genótipos entre caso e controle tanto em relação as mães quanto nos pacientes fissurados. Conclusão: Apesar de não ter sido observada associação dos polimorfismos estudados com o desenvolvimento das fendas, a diminuição na concentração sérica de ácido fólico no grupo dos pacientes fissurados e de suas mães pode refletir algum distúrbio no metabolismo desse metabólito, sendo necessário mais estudos como estudos de metilação e expressão para melhor elucidar o envolvimento do ácido fólico no desenvolvimento das fendas orais
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13483
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