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Título: O processo de invenção de si: um estudo sobre a construção identitária de pedagogas em formação
Autor(es): Aires, Ana Maria Pereira
Palavras-chave: Identidade profissional;curso de pedagogia;invenção de si;relação com o saber;formação docente;Professional identity;pedagogy academic course;invention of itself;relationship with knowledge;professor training
Data do documento: 10-Fev-2010
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: AIRES, Ana Maria Pereira. O processo de invenção de si: um estudo sobre a construção identitária de pedagogas em formação. 2010. 182 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.
Resumo: This work was developed in the course of Pedagogy, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Aims to understand the process of identity construction of teachers and educators in initial training. We started from the idea that such process was made by a complex and interdependent movement, once it was an inventive phenomenon wrought by individuals who are authors and actors of the story of their "real life" (KAUFMANN). This identity is rooted in the trajectories and social biographical experiences (FERREIRA), relationships with the constructed and accumulated knowledge in this route (CHARLOT) and in the developing of a sense of cultural belonging institutionally constructed (Luckmann, Berger). Then, the training involves relationships with knowledge in several instances, considering the effects, in one hand, the historic-social production and, in another hand, from the positions of subject and their biographical itinerary, existential and formative. We used the methodology of the Comprehensive Interview (KAUFMANN; SILVA), associated with a network of theoretical references, empirical and very analytical and interpretive activity. She researcher also relied on the "sensitive listening" (BARBIER), empathic attitude of "listening / seeing" the subject, and the notion of "intellectual artisan" (MILLS). The individual interviews were supplemented by the Focus Group. The approach was multi-referential (ARDOINO; MACEDO), with the intertwining of different perspectives, allowing a more complex configuration and less reductionist. In the analysis and interpretation we located the starting point, genesis of identity whose dynamics is not rigidly determined, but localized in space-time that precedes entry into the initial training. It is the time of concerns, questions and reflections about what you want to be in the future professional life. In sequence, we saw the route, multifaceted process whose the direction is the increasing involvement of individuals with their training. This training is engendered by the relations with the curricular, extracurricular and discursive knowledge, as simultaneous dynamics of self training and socio training. The self training of the individuals, understanding the critical, ethic and authority reading of their own experiences, is also seen as an exercise of shared responsibility, it assumes that the relationship with others meanings and professor mediation. The socio training refers to the collective subject and turns to the historical production and diversified knowledge, and comprehension of the various training instances. Self training and socio training are both objects of negotiation, because they are provocative of new designs, and cultural and identity maps, mobilizing the senses towards new meanings of themselves and the professional reality. It is in this interdependence between what is historically produced and the experiences of the subjects, who we located the arrival, considering it as a radically incomplete process of the professional identity and the building itself.
metadata.dc.description.resumo: Essa pesquisa foi desenvolvida no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Teve o objetivo de compreender o processo de construção identitária de pedagogos e pedagogas em formação inicial. Partimos da ideia que tal processo resultava de um movimento complexo e interdependente, enquanto fenômeno inventivo forjado pelos indivíduos que passam a ser autores e atores da história da sua verdadeira vida (KAUFMANN). Essa identidade está enraizada nas trajetórias e experiências sociobiográficas (FERREIRA), nas relações com os saberes construídos e acumulados nesse percurso (CHARLOT) e no desenvolvimento de um sentimento de pertença cultural e institucionalmente construído (LUCKMANN; BERGER). Então, a formação envolve relações com saberes em instâncias diversas, considerando os efeitos, de um lado, da produção histórico-social e, do outro, das posições dos sujeitos e seus itinerários biográficos, existenciais e formativos. Utilizamos a metodologia da Entrevista Compreensiva (KAUFMANN; SILVA), associada a uma rede de referências teóricas, empíricas e a própria atividade analítica e interpretativa. A pesquisadora também se apoiou na escuta sensível (BARBIER), atitude empática de escutar/ver o sujeito, e na noção de artesã intelectual (MILLS). As entrevistas individuais foram complementadas com o Grupo Focal. A abordagem foi multirreferencial (ARDOINO; MACEDO), com o entrelaçamento de vários olhares, permitindo uma configuração mais complexa e menos reducionista. Na análise e na interpretação localizamos a partida, gênese identitária cuja dinâmica não é rigidamente determinada, mas localizada no espaço-tempo que precederia o ingresso na formação inicial. É o tempo das inquietações, indagações e reflexões sobre o que se deseja ser no futuro profissional. Na sequência, vimos o percurso, processo multiforme cuja via é a implicação progressiva dos sujeitos com sua formação. Esta formação é engendrada pelas relações com os saberes curriculares, extracurriculares e discursivos, como dinâmica simultânea de autoformação e socioformação. A autoformação dos sujeitos, compreendendo a leitura crítica, ética e competente das suas próprias experiências, é vista também como exercício de responsabilização partilhada, pois supõe a relação com outros significativos e a mediação docente. A socioformação se refere ao sujeito coletivo e volta-se para a produção histórica e diversificada de saberes e compreensões das várias instâncias formativas. Autoformação e socioformação são ambas objetos de negociação, porque são provocadoras de novos desenhos e mapas identitários e culturais, mobilizadores dos sentidos com vistas a novas significações de si e da realidade profissional. É nessa interdependência, entre o que é historicamente produzido e as experiências vividas pelos sujeitos, que localizamos a chegada, considerando-a como processo radicalmente inacabado da identidade profissional e da própria construção de si.
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14248
Aparece nas coleções:PPGED - Doutorado em Educação

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