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Título: Da negatividade a positividade: possível trânsito de saberes, práticas e representações sociais sobre o estigma da hanseníase
Autor(es): Lima, Izabella Bezerra de
Palavras-chave: Enfermagem. Hanseníase. Estigma social. Saúde mental. Preconceito.;Nursing. Leprosy. Social stigma. Mental health. Prejudice.
Data do documento: 17-Fev-2012
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: LIMA, Izabella Bezerra de. Da negatividade a positividade: possível trânsito de saberes, práticas e representações sociais sobre o estigma da hanseníase. 2012. 137 f. Dissertação (Mestrado em Assistência à Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.
Resumo: Leprosy is a chronic infectious-contagious disease, caused by Mycobacterium leprae, manifested by dermatological and neurological signs and symptoms and has great disabling power. It was marked by a strong stigma throughout its history, since its bearers represented a threat, target of fear and social contempt. Currently, leprosy has treatment and cure, and the need to separate the diseased from family and social environment is no more necessary. However, patients still suffer prejudice and discrimination. This study aimed to understand the social representations of leprosy that interfere modifying mental health of the patient with leprosy in relation to stigma and prejudice. This is a descriptive and exploratory study, with qualitative approach, which involved 22 users of the Special Care Clinic in Infectious Diseases at the Hospital Giselda Trigueiro, located in Natal / RN. They were in use of multidrug therapy in the period of data collection, were of both sexes, aged between 16 and 80 years of age and classified as paucibacillary or multibacillary. The study was approved by the UFRN Ethics in Research Committee. Data collection was performed by filling the questionnaire identification and then for conducting the semi-structured interview, which was recorded. After the end of data collection, there was the construction of tables and graphs, using the Microsoft Excel Start 2010 for proper characterization of the research subjects; and for the treatment of the data obtained from the interviews, was used the Content Analysis and based on the Theory of Social Representations. The subjects studied were mostly male (64%), married or in a stable relationship (68%), concentrated in the age group 50-60 years (36%) and 28-38 years (23%), had at most elementary education (65%) and were low-income (59%). Of the total respondents, 64% were classified as multibacillary, with predominantly dimorfous form, and 50% had disability grade I or II, with different periods of diagnosis. The reports originate two categories: 1. The negative meanings of illness and leprosy; and 2. The positive meanings of illness in leprosy, which were subsequently subdivided into subcategories. Thus, it was found that in the group studied, the social representation of leprosy experiences a moment of transition, as regards the understanding of the disease and its way of experiencing the disease process. Such representation is anchored in the quality of information on the disease of its bearers and aimed at an attempt to face the illness of leprosy as a "normal process". It was found in this study that the transition is due to the work of combating stigma and consequences of leprosy, which is able to gradually transform reality, both regarding the team work of reference, and in relation to a broader character, of actions of health education, which favors overcoming of psychosocial disabilities
metadata.dc.description.resumo: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, que se manifesta por sinais e sintomas dermatoneurológicos e tem grande poder incapacitante. Foi marcada por um forte estigma durante toda a sua história, pois seus portadores representavam uma ameaça, alvo do medo e do desprezo social. Atualmente, a hanseníase tem tratamento e cura, e não há mais a necessidade de separar os seus portadores do meio familiar e social, no entanto, eles ainda sofrem preconceito e discriminação. Este estudo teve como objetivo apreender as representações sociais da hanseníase que interferem modificando a saúde mental do portador da hanseníase no que diz respeito ao estigma e preconceito. Trata-se de um trabalho descritivo e exploratório com abordagem qualitativa, do qual participaram 22 usuários do Ambulatório de atendimento especializado em doenças infectocontagiosas do Hospital Giselda Trigueiro, localizado em Natal/RN. Os mesmos estavam em uso da poliquimioterapia no período da coleta de dados, eram de ambos os sexos, com faixa etária entre 16 e 80 anos de idade e classificados como paucibacilar ou multibacilar. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFRN. A coleta de dados foi realizada com o preenchimento do questionário de identificação e pela realização da entrevista semi-estruturada, a qual foi gravada. Após o fim da coleta de dados, realizou-se a construção de tabelas e gráficos, com a utilização do Microsoft Excel Start 2010, para a devida caracterização dos sujeitos da pesquisa; e o tratamento dos dados obtidos a partir das entrevistas gravadas realizou-se através da Análise de Conteúdo, com base na Teoria das Representações Sociais. Os sujeitos estudados eram, em sua maioria, do sexo masculino (64%), casados ou em união estável (68%), se concentravam na faixa etária de 50 a 60 anos (36%) e 28 a 38 anos (23%), tinham no máximo ensino fundamental completo (65%) e eram de baixa renda (59%). Do total de entrevistados, 64% eram classificados como multibacilares, com predomínio da forma dimorfa; e 50% possuíam grau de incapacidade I ou II; com diferentes períodos de diagnóstico. Os relatos originaram duas categorias: 1. Os significados negativos do adoecer em hanseníase e 2. Os significados positivos do adoecer em hanseníase; as quais foram, posteriormente, subdivididas em subcategorias. Dessa maneira, foi constatado que, no grupo estudado, a representação social da hanseníase vivencia um momento de transição, no que tange o entendimento sobre a doença e a sua maneira de experienciar o seu processo de adoecimento. Tal representação encontra-se ancorada na qualidade da informação sobre a doença que seus portadores e objetivada na tentativa de encarar o adoecer em hanseníase como um processo normal . Constatou-se no estudo que esse processo de transição se deve ao trabalho desenvolvido de combate ao estigma e das sequelas da hanseníase, que tem conseguindo, aos poucos, transformar a realidade, tanto no que se refere ao trabalho da equipe de referência, quanto no que se refere a um caráter mais amplo, de ações de educação em saúde, o que favorece a superação das incapacitações psicossociais
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14771
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