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Título: Música e mídia para consumo: a construção da identidade juvenil Emocore
Autor(es): Bezerra, Luciana Rodrigues
Palavras-chave: Juventude;Subcultura Emocore;Identidade;Estigma social;Mass media
Data do documento: 30-Ago-2013
Citação: BEZERRA, Luciana Rodrigues. Música e mídia para consumo: a construção da identidade juvenil Emocore. 2013. 157f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2013.
Resumo: Associated to punk subculture and to punk hardcore music, emerges in the 1980’s the Emocore subculture (term that means Emotional Hardcore), that intended reformulate the image of violence and lack of commitment once reproduced by punk, broaching subjects about respect for feeling and personal conflicts, redeeming punk rock esthetics. Emocore takes space in society as a subculture and it is taken by media industry as a consumption’s market possibility, reproducing among teenagers an identity marked by fashion tendencies, styles and own tastes to group that mention to legacy of punk and rock (preference for black, All Star sneakers and accessories such as studs) and to tendencies defined by fashion (long bangs, colored hair, make-up for boys), according to mass media purposes. Besides, young emos present exacerbation of affective statements between pairs, melancholy and sadness. Due to esthetics and behavior opposite to what is socially given, they end up being targets of social stigma, expressed through moral or physical violence acts. In this perspective, it was noticed the reduction of emo group in places of social contact, such as shopping center and local squares. After the interview achievement with ex-emos, it was found identity’s fluidity among teenagers that diversifies themselves for what is presented as consumption’s and lifestyle’s possibility by phonographic industry. It was quoted points of Emocore subjective construction, like strengthening of fraternal bounds, emotionalism as element of group identification, suffering, violence, stigma, sexuality, “emodinha” and different esthetics. Involved with all that, there is the musical element, constantly redeemed on speeches of interviewed teenagers as the model for their identifications. Concluding, Emotional Hardcore in the 2000’s was a fashion phenomenon, an youth identity based on game of influences of mass media.
metadata.dc.description.resumo: Associado à subcultura punk e ao estilo musical punk hardcore, surge na década de 1980 o movimento Emocore (termo que significa Emotional Hardcore), que pretendia reformular a imagem de violência e descompromisso outrora reproduzida pelo punk, abordando temáticas que diziam respeito aos sentimentos e conflitos pessoais e resgatando a estética punk rock. O Emocore ganha espaço na sociedade como uma subcultura e é tomada pela indústria midiática como uma possibilidade de mercado de consumo, reproduzindo entre os jovens uma identidade marcada por fashionismos, estilos e gostos próprios ao grupo que fazem referência ao legado do punk e do rock (preferência pela cor preta, tênis All Star e acessórios com rebites) e às tendências ditadas pela moda (franjas compridas, cabelos coloridos, maquiagem também entre os rapazes), em consonância ao que propõe o mass media. Além disso, os jovens emos apresentam uma exacerbação das demonstrações afetivas entre os pares, da melancolia e da tristeza. Por esta estética e comportamento frente ao que é dado socialmente, acabam muitas vezes sendo alvo do estigma social, manifestado também por atos de violência, seja física ou moral. Nesta perspectiva, o que se percebeu foi a diminuição do grupo emo em ambientes de convívio social, tais como shopping center e praças locais. Em entrevistas realizadas com jovens ex-emos, o que se pôde constatar foi a fluidez da identidade entre adolescentes que se diversificam frente ao que é apresentado como possibilidade de consumo e de estilo de vida pela indústria fonográfica. Foram citados pontos de construção subjetiva Emocore, como o fortalecimento dos laços fraternais, o sentimentalismo como elemento de identificação grupal, o sofrimento, a violência, o estigma, a sexualidade, a “emodinha” e a estética diferente. Envolvido a tudo isso, há o elemento musical, constantemente resgatado no discurso dos jovens em conversa como o modelo para suas identificações. Concluindo, o Emotional Hardcore dos anos 2000 foi um fenômeno modista, uma identidade juvenil baseada no jogo de influência do mass media.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21463
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