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Título: Análise ergonômica do trabalho dos professores do ensino fundamental I da rede pública municipal de Natal - RN: uma investigação sobre o estresse
Autor(es): Costa, Izanete de Medeiros
Palavras-chave: Estresse;Ergonomia;Professor;Educação;Saúde Ocupacional
Data do documento: 26-Fev-2015
Citação: COSTA, Izanete de Medeiros. Análise ergonômica do trabalho dos professores do ensino fundamental I da rede pública municipal de Natal - RN: uma investigação sobre o estresse. 2015. 212f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015.
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo geral analisar a atividade de trabalho dos professores do ensino fundamental I da rede pública municipal de ensino da cidade de Natal-RN, de modo a identificar quais os determinantes organizacionais que contribuem para o estresse ocupacional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa. A amostra da pesquisa diz respeito aos professores de Ensino Fundamental I que trabalham em vinte e duas escolas que foram selecionadas da forma aleatória. O tamanho da amostra foi definido a partir de um estudo piloto, realizado em dezesseis escolas, que também foram escolhidas de forma aleatória. Primeiramente, realizou-se uma pesquisa exploratória sobre a saúde ocupacional dos referidos professores, através da qual caracterizou-se o perfil social e profissional, identificou-se a quantidade e as causas de afastamento entre os anos de 2010 e 2013, mapearam-se os professores acometidos por estresse e os principais estressores presentes no local de trabalho e identificaram-se os principais estressores ligados aos aspectos organizacionais. Em uma segunda fase, realizou-se um estudo de caso em uma das escolas pesquisadas, aplicando-se o método da Análise Ergonômica do Trabalho - AET. Os conhecimentos de Ergonomia foram utilizados nesta pesquisa com vistas a compreender a relação entre o trabalho dos professores e o acometimento de estresse ocupacional e a colaborar com a indicação de medidas de otimização conjunta da eficiência e da saúde ocupacional dos professores. Os resultados da pesquisa exploratória demonstraram que a principal causa de afastamento médico de professores de Ensino Fundamental, nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2013 foram os Transtornos Mentais e Comportamentais, que correspondem, respectivamente, a 32,76%, 26,24% 28,21% e 30,93%. Os resultados ainda demonstraram que 71,88% dos professores pesquisados na Zona Leste apresentavam estresse. Na Zona Oeste este percentual corresponde a 70,73%. Na Zona Norte a 66,33% e na Zona Sul a 65%. Os professores pesquisados nas quatro zonas geográficas de Natal atribuíram como principais estressores de suas atividades os seguintes: Problemas relacionados com alunos (81,25% - Zona Leste; 80,95% - Zona Oeste; 100% - Zona Norte; 85,71% - Zona Sul); Problemas no relacionamento com pais de alunos (71,87% - Zona Leste; 61,90% - Zona Oeste; 77,55% - Zona Norte; 71,43% - Zona Sul); Atividades em fins de semana (65,62% - Zona Leste; 61,90% - Zona Oeste; 44,90% - Zona Norte; 66,67% - Zona Sul); Falta de reconhecimento profissional ou imagem profissional negativa por parte da sociedade (65,62% - Zona Leste; 42,86% - Zona Oeste; 34,69% - Zona Norte; 85,71% - Zona Sul); Condições ambientais inadequada da escola (ruído excessivo, calor, iluminação ruim, etc.) (78,10% - Zona Leste; 30,95% - Zona Oeste; 51,02% - Zona Norte; 71,43% - Zona Sul); Tempo insuficiente para realizar as tarefas solicitadas (50,00% - Zona Leste; 54,76% - Zona Oeste; 32,65% - Zona Norte; 53,85% - Zona Sul). Além dos fatores estressores apontados pelos pesquisados, a carga horária de trabalho excessiva exercida pelos mesmos pode configurar-se como um fator estressante. Os resultados do estudo de caso demonstram que 32,73% do tempo semanal da professora pesquisada é destinado à realização de seu trabalho e 9,53% ao deslocamento para o trabalho. O estudo de caso evidenciou situações dentro da atividade de trabalho da professora pesquisada em que existem problemas no relacionamento com os alunos e insuficiência de tempo para realizar as tarefas solicitadas. O estresse ocupacional prejudica a saúde dos trabalhadores e reduz seu desempenho no trabalho. Por meio dos resultados apresentados por esse estudo será possível discutir mudanças organizacionais adequadas, como parte de uma política e um programa de gestão da saúde ocupacional dos professores, de modo a melhorar suas condições de trabalho e a eficiência do processo de ensino-aprendizagem.
metadata.dc.description.resumo: A presente dissertação tem como objetivo geral analisar a atividade de trabalho dos professores do ensino fundamental I da rede pública municipal de ensino da cidade de Natal-RN, de modo a identificar quais os determinantes organizacionais que contribuem para o estresse ocupacional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa. A amostra da pesquisa diz respeito aos professores de Ensino Fundamental I que trabalham em vinte e duas escolas que foram selecionadas da forma aleatória. O tamanho da amostra foi definido a partir de um estudo piloto, realizado em dezesseis escolas, que também foram escolhidas de forma aleatória. Primeiramente, realizou-se uma pesquisa exploratória sobre a saúde ocupacional dos referidos professores, através da qual caracterizou-se o perfil social e profissional, identificou-se a quantidade e as causas de afastamento entre os anos de 2010 e 2013, mapearam-se os professores acometidos por estresse e os principais estressores presentes no local de trabalho e identificaram-se os principais estressores ligados aos aspectos organizacionais. Em uma segunda fase, realizou-se um estudo de caso em uma das escolas pesquisadas, aplicando-se o método da Análise Ergonômica do Trabalho - AET. Os conhecimentos de Ergonomia foram utilizados nesta pesquisa com vistas a compreender a relação entre o trabalho dos professores e o acometimento de estresse ocupacional e a colaborar com a indicação de medidas de otimização conjunta da eficiência e da saúde ocupacional dos professores. Os resultados da pesquisa exploratória demonstraram que a principal causa de afastamento médico de professores de Ensino Fundamental, nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2013 foram os Transtornos Mentais e Comportamentais, que correspondem, respectivamente, a 32,76%, 26,24% 28,21% e 30,93%. Os resultados ainda demonstraram que 71,88% dos professores pesquisados na Zona Leste apresentavam estresse. Na Zona Oeste este percentual corresponde a 70,73%. Na Zona Norte a 66,33% e na Zona Sul a 65%. Os professores pesquisados nas quatro zonas geográficas de Natal atribuíram como principais estressores de suas atividades os seguintes: Problemas relacionados com alunos (81,25% - Zona Leste; 80,95% - Zona Oeste; 100% - Zona Norte; 85,71% - Zona Sul); Problemas no relacionamento com pais de alunos (71,87% - Zona Leste; 61,90% - Zona Oeste; 77,55% - Zona Norte; 71,43% - Zona Sul); Atividades em fins de semana (65,62% - Zona Leste; 61,90% - Zona Oeste; 44,90% - Zona Norte; 66,67% - Zona Sul); Falta de reconhecimento profissional ou imagem profissional negativa por parte da sociedade (65,62% - Zona Leste; 42,86% - Zona Oeste; 34,69% - Zona Norte; 85,71% - Zona Sul); Condições ambientais inadequada da escola (ruído excessivo, calor, iluminação ruim, etc.) (78,10% - Zona Leste; 30,95% - Zona Oeste; 51,02% - Zona Norte; 71,43% - Zona Sul); Tempo insuficiente para realizar as tarefas solicitadas (50,00% - Zona Leste; 54,76% - Zona Oeste; 32,65% - Zona Norte; 53,85% - Zona Sul). Além dos fatores estressores apontados pelos pesquisados, a carga horária de trabalho excessiva exercida pelos mesmos pode configurar-se como um fator estressante. Os resultados do estudo de caso demonstram que 32,73% do tempo semanal da professora pesquisada é destinado à realização de seu trabalho e 9,53% ao deslocamento para o trabalho. O estudo de caso evidenciou situações dentro da atividade de trabalho da professora pesquisada em que existem problemas no relacionamento com os alunos e insuficiência de tempo para realizar as tarefas solicitadas. O estresse ocupacional prejudica a saúde dos trabalhadores e reduz seu desempenho no trabalho. Por meio dos resultados apresentados por esse estudo será possível discutir mudanças organizacionais adequadas, como parte de uma política e um programa de gestão da saúde ocupacional dos professores, de modo a melhorar suas condições de trabalho e a eficiência do processo de ensino-aprendizagem.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22035
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