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Título: Morfologia comparativa do trato digestório dos peixes hoplias malabaricus hypostomus pusarum do açude Marechal Dutra, Rio Grande do Norte, Brasil
Autor(es): Pessoa, Emilly Kataline Rodrigues
Silva, Naisandra Bezerra da
Chellappa, Naithirithi T.
Souza, Arrilton Araújo de
Chellappa, Sathyabama
Palavras-chave: Aspectos morfológicos;Trato digestório;Dieta;Hoplias malabaricus;Hypostomus pusarum
Data do documento: 2013
Editor: Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Citação: PESSOA, Emilly Kataline Rodrigues et al. Morfologia comparativa do trato digestório dos peixes hoplias malabaricus e hypostomus pusarum do açude Marechal Dutra, Rio Grande do Norte, Brasil. Biota Amazônia, v. 3, p. 48-57, 2013. Disponível em:<https://periodicos.unifap.br/index.php/biota/article/view/609>. Acesso em: 24 out. 2017.
metadata.dc.description.resumo: A traíra, Hoplias malabaricus e o cascudo, Hypostomus pusarum são espécies de peixes que apresentam importância ecológica e econômica nos ecossistemas aquáticos neotropicais. O presente trabalho comparou os aspectos morfológicos do trato digestório de H. malabaricus e H. pusarum, relacionando-os com seu hábito alimentar. No período de julho de 2011 a junho de 2012, foram capturados 45 espécimes de H. malabaricus e 33 de H. pusarum, utilizando-se rede de espera e tarrafa no açude Marechal Dutra, Acari, RN. Foram obtidos de cada exemplar o comprimento total e peso do corpo. A posição da boca, presença e tipo dos dentes, número de rastros branquiais, esôfago, forma do estômago e presença de cecos pilóricos foram observados para a descrição morfológica. O comprimento intestinal foi verificado e o conteúdo estomacal foi identificado até o nível taxonômico mais inferior possível. A boca e os dentes de H. malabaricus são adaptados para agarrar e ingerir grandes presas inteiras, enquanto de H. pusarum são adaptados para raspagem. O primeiro o arco branquial de H. malabaricus possui em média sete rastros branquiais afastados entre si, curtos e pontiagudos, mas H. pusarum não apresenta rastros brânquias. A disposição dos órgãos digestórios em ambas as espécies está diretamente relacionada com a forma da cavidade peritoneal e o formato do corpo. H. malabaricus apresenta um intestino curto, porém H. pusarum mostra um intestino muito longo. H. malabaricus alimentou-se de material animal, preferencialmente de peixes (72,8%) e camarões (27,2%), enquanto a dieta de H. pusarum foi baseada em material orgânico em decomposição (88,7%) e microalgas (11,3%). A morfologia do trato digestório e o conteúdo estomacal de H. malabaricus indica hábito alimentar carnívoro, e de H. pusarum confirma seu hábito alimentar detritívoro / herbívoro
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24689
ISSN: 2179-5746
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