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Title: Qualidade de vida no trabalho, ansiedade e depressão em profissionais da saúde que prestam assistência infantil em unidades hospitalares
Authors: Cruz, Jeferson Messias de Alencar
Keywords: Qualidade de vida;Ansiedade;Depressão;Profissional da saúde;Saúde da criança
Issue Date: 16-Sep-2016
Citation: CRUZ, Jeferson Messias de Alencar. Qualidade de vida no trabalho, ansiedade e depressão em profissionais da saúde que prestam assistência infantil em unidades hospitalares. 2016. 84f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: O trabalho ocupa um importante espaço na vida dos indivíduos, assim muitas vezes pode contribuir de forma negativa na saúde e qualidade de vida no trabalho (QVT) desses indivíduos. O objetivo do estudo foi avaliar a QVT, a prevalência de ansiedade e sintomatologia depressiva entre os profissionais de saúde que atuam em unidades hospitalares de pediatria e neonatologia, no município de Natal/RN. Trata-se de um estudo observacional de corte transversal, realizado entre dezembro de 2015 a abril de 2016. A amostra do tipo conveniência foi composta por 102 profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, técnicos/auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas). Para se verificar o perfil ocupacional e sociodemográfico foi utilizado uma ficha desenvolvida pelos autores, para a avaliação da QVT e a prevalência de ansiedade e depressão nessa população, foram utilizados instrumentos e questionários específicos validados à realidade brasileira. O perfil dos profissionais de saúde foi caracterizado por uma idade média de 36 (±8,3), do gênero feminino (82,4%), solteiro (44,1%), com renda de até 9 Salários mínimos (76,5%), atuavam em unidades de terapia intensiva (69,6%), em escalas de plantão diurnas/12 horas (45,1%) e a maioria possuía mais de um vínculo empregatício em outras unidades hospitalares (53,9%). A média de horas trabalhadas nos setores pesquisados foi de 33,6 (±8,4) horas/semanais e 56,0 (±20,9) horas /semanais somando todos os vínculos. As principais causas de insatisfação com o trabalho apontadas foram remuneração (30,4%), condições de trabalho (19,6%), pouco tempo destinado a atividades sociais (17,6%), escala e regime de plantões (16,7%) e o reconhecimento profissional (6,9%). Apresentaram escore final médio quanto à QVT de 65,76 (±11,6) e em relação aos domínios da QVT verificou-se 62,86 (±13,8) no domínio “Físico/Saúde”, 66,83 (±16,2) no domínio “Psicológico”, 75,31 (±14,46) no domínio “Pessoal”, e 58,03 (±14,05) no Domínio “Profissional”. Verificou-se prevalência de 17,6% de ansiedade e 12,7% de sintomatologia depressiva entre os profissionais de saúde que atuam em unidades hospitalares na atenção à saúde infantil. Concluiu-se, então, que os profissionais da saúde apresentaram QVT satisfatória em todos os seus domínios, e que a prevalência de ansiedade e depressão se mostraram associadas ao domínio “Físico/Saúde” da QVT, o que sugere que medidas voltadas à prevenção e promoção de saúde, melhoria nas condições de trabalho, bem como a valorização profissional devem ser incentivadas com o intuito de se resguardar a saúde nessa população.
Abstract: The work plays an important role in the lives of individuals and can often contribute negatively on the health and quality of working life (QWL) of these individuals. The aim of this study was to assess the QWL, the prevalence of anxiety and depressive symptoms among health professionals working in hospitals of pediatrics and neonatology in the city of Natal / RN. This is an observational cross-sectional study, conducted from December 2015 to April 2016. We used a convenience sampling (or availability sampling) of 102 healthcare professionals (physicians, nurses, nursing assistants and physiotherapists). In order to check the occupational and sociodemographic profile was used a form developed by the authors. For the assessment of QWL and the prevalence of anxiety and depression in this population we used specific instruments and questionnaires validated for the Brazilian context. The profile of health professionals was characterized by a mean age of 36 (± 8.3) years old, female (82.4%), single (44.1%), with income of up to nine Brazilian minimum wages (76.5%), working in intensive care units (69.6%) in part-time (12 hours, day shift) (45.1%) and the mostly of health professionals had more than one job in others hospitals (53.9%). The average hours worked in the hospitals surveyed was 33.6 (± 8.4) hours per week and 56.0 (± 20.9) hours per week when all shifts were summed. The main causes of dissatisfaction with the work were “income/salary” (30.4%), “working conditions” (19.6%), “few time for social activities” (17.6%),“shifts and work schedule” (16.7 %) and “professional acknowledgment” (6.9%). The final score of QWL was 65.76 (±11.6) and about QWL’s domains was found 62.86 (± 13.8) for "Physical and Health”, 66.83 (±16 2) for "psychological", 75.31 (±14.46) for "Personal" and 58.03 (±14.05) for the "Professional". The prevalence of anxiety was 17.6% and 12.7% for depressive symptoms among healthcare professionals working in children´s hospitals. In conclusion, we observed in this study that healthcare professionals presented satisfactory QWL in all domains. However, the prevalence of anxiety and depressive symptoms was associated to low scores of "Physical and Health" field from QWL, which suggests that interventions towards prevention and health promotion, improvement of work conditions, as well as professional valorisation should be more encouraged to improve the quality of life in this population.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22296
Appears in Collections:PPGSCOL - Mestrado em Saúde Coletiva

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